O novo levantamento do Datafolha, divulgado nesta sexta-feira (11/9), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente no primeiro turno, com 39% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro (PL) em seguida, com 35%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 6%. No cenário de segundo turno, o petista tem 46% e Flávio registra 44%, resultado que o instituto classifica como empate técnico diante da margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-01833/2026 e contratada pela Folha da Manhã e pelo Grupo Globo, teve custo divulgado de R$ 307.641,60. É a primeira sondagem do Datafolha cujas entrevistas foram realizadas integralmente após o acirramento da crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF). O instituto ressalta, porém, que o levantamento não captura efeitos de divulgações posteriores relacionadas ao caso Master e à retirada do sigilo de processos na Corte.
Na comparação com o levantamento anterior, de 3 de setembro, há pequenas variações: Lula subiu um ponto, de 38% para 39%; Flávio avançou de 33% para 35%; e Augusto Cury recuou de 8% para 6%. Esses movimentos mantêm o quadro competitivo e indicam oscillação dentro da margem de erro, o que reforça a volatilidade do eleitorado no momento. Outros candidatos aparecem com percentuais baixos: Ronaldo Caiado 4%, Renan Santos 3% e Romeu Zema 2%; brancos e nulos somam 6% e 4% se declaram indecisos.
Do ponto de vista político, o levantamento acende um sinal de atenção para os dois lados. Para o Planalto, a liderança no primeiro turno não traduz conforto automático: a proximidade no segundo turno, num cenário com votos brancos, nulos e indecisos ainda relevantes, complica a narrativa governista e exige ajuste de estratégia para ampliar vantagem e reduzir incertezas. Para a oposição e a base de Flávio Bolsonaro, o resultado alimenta a estratégia de intensificar a mobilização — o empate técnico amplia a pressão sobre ambos os lados e deixa a disputa aberta.
A pesquisa funciona como retrato do momento, não como previsão definitiva. Com margem de erro de dois pontos e movimento recente do eleitorado, a disputa permanece em aberto e sujeita a reação a fatos novos, investidas de campanha e variações entre eleitores indecisos. Em termos práticos, os números reforçam que as próximas semanas serão decisivas para consolidar tendências e testar a capacidade de transferência de votos para o segundo turno.