O levantamento do Datafolha divulgado nesta quinta-feira (15/10) mostra que a maioria dos eleitores brasileiros afirma escolher seu candidato por considerá‑lo a melhor opção: 78% dizem esse ser o principal motivo do voto. Outros 14% admitem votar para derrotar o adversário direto. A pesquisa ouviu 2.520 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais (registro BR‑00466/2026).
O estudo também detalha diferenças entre as bases dos dois principais nomes da disputa. Entre declarante de voto em Flávio Bolsonaro (PL), 17% afirmam que a motivação é impedir um quarto mandato de Lula; entre os eleitores de Lula (PT), 12% dizem votar para barrar Flávio. Em comparação com o levantamento anterior (6 e 7/10), houve queda na parcela que admite votar prioritariamente para derrubar o rival — uma queda mais expressiva entre os apoiadores de Flávio (de 25% para 17%).
A decisão eleitoral aparece bastante cristalizada: 93% dos entrevistados afirmam ter a escolha definida. Entre eleitores de Flávio, 95% dizem estar certos do voto; entre os de Lula, 94% estão decididos. O dado reduz a janela de movimentação para as campanhas e acende alerta: a disputa tende a se decidir por mobilização do eleitorado e pela capacidade de converter um contingente pequeno de indecisos ou eleitores de terceiros no segundo turno.
Além da motivação do voto, a pesquisa mediu a avaliação do governo após quase quatro anos. A gestão Lula é considerada ótima/boa por 35%, ruim/péssima por 40% e regular por 24%. Na avaliação direta do presidente, 48% aprovam e 49% desaprovam. Esses números mantêm o cenário apertado sobre o qual as campanhas precisam trabalhar: com base firme entre seus eleitores e avaliação dividida sobre o governo, tanto a estratégia de persuasão quanto a de assegurar comparecimento no dia da votação ganham centralidade.