O Datafolha divulga nesta quinta-feira (15/10) nova pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento foi realizado entre terça (13/10) e quinta (15/10), com 2.520 entrevistas em todo o país, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00466/2026 e foi contratada pela Empresa Folha da Manhã S.A.; o custo informado foi de R$ 384.552. Os resultados serão publicados no site do Correio por volta das 18h45.
Além das cédulas estimulada e espontânea, o questionário apura elementos que vão além das intenções de voto: grau de certeza do eleitor, disponibilidade para mudar de escolha, rejeição absoluta (em quem não votaria de jeito nenhum) e qualificação das motivações — se o voto é por afinidade com o candidato ou para evitar a vitória do adversário. O Datafolha também pergunta em quem o eleitor acredita que vencerá, independentemente da preferência pessoal, e investiga participação no primeiro turno, voto em 2022, posicionamento político e ligação com programas sociais como o Bolsa Família.
O levantamento traz ainda recortes sobre avaliação do governo Lula e percepção dos principais problemas do país, além da opinião sobre propostas institucionais em debate — da redução da maioridade penal a mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal, passando por regras de mandato e reeleição. Essas perguntas ajudam a mapear repercussões além do eleitorado imediato: taxas de rejeição, expectativa sobre o resultado e debates institucionais podem influenciar mobilização, estratégias de campanha e o comportamento do eleitor até o dia da votação.
A pesquisa chega a dez dias do segundo turno e oferece um retrato do momento que servirá de referência para as campanhas, a imprensa e os mercados. Se os índices de rejeição e incerteza forem altos, ambos os lados terão terreno para ajustar táticas de persuasão ou de desmobilização do adversário; se a percepção de vencedor consolidar-se, pode mudar a dinâmica de comparecimento às urnas. Outros levantamentos, como Ipespe e Nexus, também foram anunciados para os próximos dias, o que permitirá comparar tendências e identificar oscilações que podem complicar ou reforçar a narrativa oficial de cada candidatura.