O novo levantamento do instituto DataTrends confirma liderança de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Outros nomes aparecem muito atrás: Augusto Cury (6%), Renan Santos (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Romeu Zema (1%). Nulos e brancos somam 4% e os indecisos atingem 8%. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 12 e 14 de setembro, com margem de erro estimada em 2,19 pontos percentuais e registro no TSE BR-08691/2026; o método usado foram entrevistas telefônicas automatizadas com calibração amostral.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, o instituto aponta um empate técnico: 45% para Flávio e 44% para Lula. Nas demais simulações, Lula lidera numericamente — 46% contra 39% frente a Zema; 44% a 41% contra Caiado; e 42% a 37% contra Augusto Cury — porém várias dessas diferenças caem dentro da margem de erro. Os números, portanto, funcionam como um retrato do momentum eleitoral, não como previsão fechada.

Além das intenções de voto, a pesquisa traz sinais sobre o ambiente político: a avaliação do governo registra 28% de concepções positivas (13% ótima e 15% boa), 19% regular e 51% negativa (23% ruim e 28% péssima). Na pergunta direta de aprovação, 44% aprovam a gestão e 50% desaprovam; 6% não souberam ou não responderam. Esses indicadores mostram um contraste entre liderança eleitoral no primeiro turno e um índice de desaprovação que pode limitar margens de crescimento para o presidente.

Do ponto de vista estratégico, os dados acendem alerta para a campanha do Planalto: liderar no primeiro turno não assegura vitória em um confronto direto e a margem estreita no segundo turno expõe a necessidade de ampliar coalizão e reduzir rejeição. Para a oposição, o desempenho de Flávio revela capacidade de concentrar voto em disputa direta. Com 8% de indecisos e margem de erro próxima às diferenças apontadas, qualquer movimentação de campanha, fatos de governo ou desempenho dos candidatos pode alterar o cenário.

Em resumo, a pesquisa DataTrends reforça um diagnóstico já visível em outros levantamentos: Lula parte na frente, mas enfrenta limites eleitorais importantes; a disputa de segundo turno permanece aberta e politicamente relevante, exigindo reação tática de ambos os lados e atenção à evolução da rejeição e da mobilização do eleitorado.