O primeiro debate entre os candidatos à Presidência na Band, segundo colunistas do Correio Brasiliense, ficou marcado por um tom elevado, com predominância de ataques diretos e poucas propostas concretas, sobretudo na área econômica. A impressão deixada foi a de um embate pensado mais para plateias nas redes sociais do que para convencer os 9% de eleitores ainda indecisos.

Denise Rothenburg destacou que, na estreia de Flávio Bolsonaro em debates presidenciais, prevaleceu uma postura ofensiva destinada a desestabilizar Luiz Inácio Lula da Silva. O confronto virou repetição de acusações: Flávio explorou casos ligados a Roberta Luchsinger e ironizou o adversário; Lula respondeu mencionando investigações e cobrando explicações sobre os R$ 134 milhões relacionados a Daniel Vorcaro. No palco, as trocas acabaram se reduzindo a capítulos já conhecidos do noticiário.

Carlos Alexandre de Souza afirmou que o formato e a intensidade dos ataques tornaram o debate pouco produtivo para quem busca informação clara. A falta de detalhamento de propostas econômicas — além de bordões como “trazer prosperidade” ou “continuar o que estamos fazendo” — deixa em aberto o que cada projeto de governo efetivamente representaria para as contas públicas e para a vida do eleitor.

Politicamente, o episódio acende alerta para as estratégias das campanhas: a ênfase em confrontos pessoais pode reforçar bases, mas amplia desgaste entre eleitores moderados e indecisos. As próximas pesquisas serão o termômetro para medir se o embate move votos ou apenas viraliza recortes nas redes. Para quem busca influência real no resultado de 2026, a necessidade é clara: apresentar planos econômicos consistentes e traduzir confrontos em propostas verificáveis.