A TV Globo promove nesta sexta-feira o confronto entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro, o último antes da votação do domingo, começará logo após o Jornal Nacional, por volta das 21h20, e será mediado por César Tralli, ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
O formato prevê quatro blocos: o primeiro terá seis rodadas com temas regionais e um assunto prioritário nacional, com três minutos por rodada (pergunta, réplica ou resposta e tréplica). Os blocos 2 e 3 permitem que os candidatos escolham temas exibidos no telão; o último é de tema livre, com oito minutos de fala e sem limite de intervenções. A ordem das perguntas será sorteada ao vivo pelo mediador. Nos três primeiros blocos, só o candidato com a palavra pode circular; no bloco livre, cada um circula no próprio lado do estúdio.
A emissora ajustou a grade: a novela Quem Ama Cuida e o Globo Repórter não serão exibidos nesta sexta. Na sequência do debate, entra o Jornal da Globo com Renata Lo Prete, que fará entrevistas com os candidatos e receberá comentaristas. A GloboNews terá programação especial ao longo do dia (entre outros, Julia Duailibi, Andréia Sadi e Natuza Nery). O g1 checará declarações em tempo real, com parceria de outros veículos.
Do ponto de vista político, o encontro tem potencial para influenciar eleitores indecisos e acende alerta sobre a necessidade de propostas detalhadas. A checagem ao vivo eleva o custo político de afirmações imprecisas e o formato, ao favorecer perguntas diretas e blocos temáticos, tende a expor contradições ou lacunas nos planos de governo. Será o último teste público antes do domingo, com espaço limitado para improvisos e risco concreto de desgaste para quem falhar na exposição de conteúdo.