O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, informou neste sábado que a legenda adiou para segunda-feira a decisão sobre a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais. A postergação ocorre após uma sequência de desencontros: Cleitinho não compareceu à convenção do partido, a executiva chegou a dar a entender que descartava a postulação, e o senador reafirmou publicamente que pretende disputar o Palácio da Liberdade.
Nas últimas horas, deputados estaduais e federais do Republicanos passaram a pressionar a direção e ameaçaram desistir de suas próprias candidaturas caso Cleitinho não seja mantido na disputa — um movimento que, segundo Pereira, “preocupa muito”. O quadro transformou uma escolha interna em encruzilhada política, com risco real de fissuras na bancada e no calendário eleitoral do partido em Minas.
A definição terá reflexo imediato na articulação regional: o PL, que vinha acompanhando os desdobramentos, condiciona parte de sua estratégia à posição do Republicanos, avaliando se fecha aliança ou segue sozinho. Assim, a decisão de segunda não é apenas sobre um nome, mas sobre a configuração do centro-direita mineiro e a capacidade da legenda de preservar coerência e capilaridade eleitoral.
O adiamento expõe fragilidades da direção partidária diante de pressões locais e mostra como líderes regionais podem forçar a mão da cúpula nacional. Se o Republicanos recuar, arrisca perder deputados e negociar baixas; se mantiver vetos, pode promover dissidências que fragilizem sua presença na corrida. O desfecho de segunda será, portanto, um termômetro da força interna de Cleitinho e da costura política em Minas.