A defesa de Augusto Lima, proprietário do Banco Pleno, classificou como desnecessárias as diligências realizadas nesta fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal. Em nota, os advogados afirmam que o empresário está à disposição das autoridades há seis meses e tem colaborado com as apurações desde o início das investigações.
Os criminalistas Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebastián Mello sustentam que as medidas adotadas pela PF — autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal — servirão apenas para reforçar a legalidade das condutas atribuídas ao cliente. Segundo a nota, Augusto Lima teria atuado dentro das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.
A nova etapa da operação aprofunda apurações sobre supostas irregularidades vinculadas ao Banco Master, com foco em práticas como corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. Entre os alvos dos mandados esteve o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), segundo comunicados oficiais da investigação.
Não há, até o momento, condenação contra Augusto Lima; as investigações seguem em curso e os fatos serão avaliados pelas autoridades responsáveis. Politicamente, contudo, a ação com desdobramentos que alcançam aliados do governo acende um sinal de alerta para o Planalto: operações com alvos sensíveis tendem a ampliar desgaste e a complicar a narrativa oficial, forçando reações e ajuste de estratégia entre governistas.