Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro encaminharam a Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um pedido para autorizar manutenção preventiva mensal do elevador instalado na residência onde ele está em prisão domiciliar. O requerimento, assinado pelo corpo de defesa e com o nome do senador Flávio Bolsonaro, pede que os serviços ocorram todo último dia útil do mês, por equipe técnica identificada e uniformizada.

Segundo o despacho, técnicos deverão ser autorizados a ingressar exclusivamente para sanar um problema técnico nas guias do contrapeso do equipamento, medida apontada como necessária para evitar desgaste, quebra dos patins e eventual paralisação do elevador. Se acatada, a primeira manutenção está prevista para esta quinta-feira (30).

O pedido chega no contexto do cumprimento de pena por parte do ex-presidente: Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e está em regime domiciliar desde autorização de Moraes, em 27 de março, por 90 dias, após internação por broncopneumonia. A rotina de prisão inclui monitoramento 24 horas por policiais militares e uso de tornozeleira eletrônica.

Embora trate de um reparo técnico, o requerimento tende a acender alerta sobre tratamento diferenciado em casos de detentos de alta exposição política. A decisão de Moraes vai medir o equilíbrio entre garantir condições de saúde e segurança operacional e preservar a vigilância judicial e policial. O episódio complica a narrativa oficial de normalidade e reforça a necessidade de transparência sobre procedimentos que implicam entradas na residência do condenado.