A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, reagiu com críticas à instauração de um novo inquérito pela Polícia Federal ligado às investigações sobre fraudes no INSS. Em entrevista à imprensa, o advogado Marco Aurélio de Carvalho qualificou a decisão como 'estranha' e afirmou que a investigação estaria acontecendo sem indícios concretos contra o empresário, um comportamento que definiu como 'pesca probatória'.

Os defensores sustentam que não existem elementos suficientes para justificar a abertura do procedimento e adiantaram a intenção de pedir o trancamento do caso. A estratégia jurídica busca interromper a apuração antes mesmo de sua consolidação, alegando ausência de base probatória que legitime medidas investigativas mais gravosas contra o cliente.

Do ponto de vista institucional, a reação da defesa acende alerta sobre critérios de atuação da Polícia Federal e sobre o risco de ampliação de investigações sem indícios claros. A acusação pública de 'pesca probatória' tende a contaminar a narrativa do processo e eleva a discussão sobre seletividade e presunção de inocência, colocando pressão sobre a PF para justificar tecnicamente a decisão.

O episódio também tem desdobramentos políticos e jurídicos: a defesa declarou confiança no ministro André Mendonça para avaliar pedidos de garantia processual e eventual trancamento. Independentemente do desfecho, a movimentação reforça a tendência de judicialização das disputas e amplia o debate sobre limites das investigações em casos de alta visibilidade política.