A defesa de Jair Bolsonaro protocolou nesta quarta‑feira (6/5) uma petição dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pedindo autorização para que uma cozinheira tenha acesso diário à residência onde o ex‑presidente cumpre prisão domiciliar. Segundo o pedido, o ingresso é necessário em razão das atividades laborais regularmente desempenhadas no imóvel.
O requerimento ocorreu um dia após a alta hospitalar de Bolsonaro, divulgada na segunda‑feira (4/5). O ex‑presidente havia sido submetido, na sexta (1/5), a procedimento para reparar lesões no manguito rotador do ombro. A defesa afirma que a recuperação envolverá fisioterapia e o uso de tipóia por cerca de seis semanas.
O pedido traz à tona um ponto prático e institucional: como conciliar necessidades de cuidado e trabalho doméstico com as regras de controle e fiscalização impostas a um custodiado em prisão domiciliar. Cabe ao relator avaliar se a entrada diária deve ser autorizada e sob quais condições, preservando medidas de segurança e supervisão.
Além do aspecto técnico‑médico, a solicitação tem potencial impacto político. Permitir o acesso sem transparência pode alimentar críticas sobre tratamento diferenciado; negar, por sua vez, pode criar dificuldade logística para a recuperação. A decisão de Moraes deverá ponderar saúde, fiscalização e riscos de repercussão pública.