A defesa do presidente do PL respondeu com veemência à decisão do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal. Em nota, os advogados qualificaram como insustentáveis as bases que teriam levado às medidas cautelares relacionadas ao suposto direcionamento irregular de R$ 119 milhões em emendas parlamentares, e negaram a prática de qualquer crime por parte do dirigente partidário.

Segundo os defensores, a peça acusatória parte de inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária. Eles sustentam que o diálogo e a influência política entre presidente de legenda e bancada são atos naturais no sistema democrático, e que só poderiam ter repercussão penal se houvesse indícios concretos de fraude, desvio, ocultação deliberada ou apropriação indevida — elementos que, afirmam, não foram demonstrados.

A nota também destaca que a Procuradoria-Geral da República foi contrária às cautelares decretadas, e enfatiza que a decisão do STF reconheceu a ausência de vantagem pessoal evidente. Para a defesa, o bloqueio de recursos e a exposição pública precoce da investigação são especialmente preocupantes em um momento de sensibilidade institucional e eleitoral, e podem alimentar a percepção de judicialização excessiva da política.

Os advogados anunciam que adotarão todas as medidas judiciais cabíveis para contestar as imputações. O episódio acende alerta sobre os limites entre atuação partidária e investigação criminal, e tende a marcar o ambiente político nos próximos meses, enquanto o caso segue sob escrutínio e passível de novos recursos.