O início do defeso eleitoral marca a transição para a etapa de maior impacto político do calendário das eleições de 2026. Além da vedação de participação de candidatos em inaugurações de obras públicas — medida destinada a coibir o uso da máquina em benefício eleitoral —, pré-candidatos já estavam proibidos, desde 30 de junho, de apresentar ou comentar programas em rádio e TV. Na prática, o conjunto de restrições reduz a margem de manobra de governantes e administrações locais e acende alerta para governistas que dependem de exposição pública para manter imagem positiva.

O foco imediato recai sobre as convenções partidárias, que vão de 20 de julho a 5 de agosto. É nesse período que partidos e federações oficializarão nominatas e estratégias. Em seguida, os pedidos de registro de candidatura devem ser protocolados até as 19 horas de 15 de agosto, prazo após o qual tribunais eleitorais passarão a trabalhar também aos fins de semana para dar conta das demandas. O ritmo apertado pressiona diretórios e comissões legais: campanhas menos organizadas tendem a sofrer com impugnações e recursos em prazo exíguo, beneficiando legendas com estrutura jurídica e logística mais ágil.

A campanha começa oficialmente em 16 de agosto, liberando comícios, distribuição de material e maior atuação nas plataformas digitais. O período entre o início da propaganda e o começo do horário eleitoral gratuito, em 28 de agosto, deve intensificar a disputa online — ambiente onde recursos, dados e coordenação podem fazer diferença decisiva. O horário gratuito vai de 28 de agosto a 1º de outubro, encerrando-se pouco antes do primeiro turno, fixado para 4 de outubro; um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Para candidatos e partidos, a janela exige preparação de mensagens concisas e gestão de recursos que priorize impacto imediato.

O calendário prevê também os prazos pós‑urnas: prestação de contas até 3 de novembro para quem disputar só o primeiro turno e até 14 de novembro para quem for ao segundo; a diplomação dos eleitos está marcada para 18 de dezembro. No conjunto, o calendário aperta o tempo político, aumenta a pressão sobre a administração pública e sobre a Justiça Eleitoral e favorece campanhas com planejamento financeiro e operacional mais rigoroso. Os números e datas formam um retrato do momento, não uma previsão definitiva, mas deixam claro que a disputa de 2026 exigirá rapidez de decisão e disciplina institucional.