O Democrata oficializou neste domingo (2), no Rio de Janeiro, a candidatura de Wilson Grassi Júnior à Presidência da República. A legenda manteve em aberto a escolha do candidato a vice, que ficará sob responsabilidade da Comissão Executiva Nacional, e não descartou a possibilidade de formar coligações para as eleições de 2026.
Nascido em São Paulo e formado em medicina veterinária, Grassi Júnior atuou como conselheiro da Anclivepa-SP e participou do projeto de criação e gestão do primeiro hospital público para cães e gatos do país, na zona leste paulistana, no Tatuapé. A convenção marca a primeira vez, desde a criação do partido em 2008 e após a mudança de nome — do antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB) para Democrata em dezembro de 2025 — que a sigla lança um candidato à Presidência.
Do ponto de vista político, a decisão funciona como tentativa de dar visibilidade e identidade eleitoral à nova sigla. Ao mesmo tempo, a indefinição sobre o vice indica que o Democrata busca margem de negociação com potenciais aliados. Resta saber se a iniciativa se traduzirá em capilaridade e capacidade de mobilização nacional ou se se limitará a um gesto simbólico de afirmação partidária.
A Agência Brasil acompanha as convenções partidárias para 2026. O calendário ainda tem oito partidos que não definiram datas para suas convenções: Avante, Cidadania, Podemos, PP, PSDB, PSOL, Rede e Republicanos — decisões que poderão influenciar a formação de alianças e o quadro competitivo para o próximo ano.