O Distrito Federal volta às urnas neste domingo (25) para o segundo turno entre a governadora em exercício Celina Leão (PP) e o ex-presidente do Iphan Leandro Grass (PT). No primeiro turno, Celina ficou à frente com 49,93% dos votos válidos (825.530), enquanto Grass obteve 34,47% (569.930). A disputa será decidida por um colégio eleitoral de 2.253.132 pessoas.

A performance de Celina, que assumiu definitivamente o Palácio do Buriti após a renúncia de Ibaneis Rocha, coloca a atual gestora em posição de vantagem numérica, mas distante da maioria absoluta. O resultado expõe uma tensão: liderar com quase metade dos votos cria expectativa de vitória, mas também deixa margem para reviravoltas dependendo da mobilização e da abstenção no segundo turno.

Grass chega ao confronto com biografia ligada à cidade — é nascido em Brasília, tem 41 anos, é professor e sociólogo, e já disputou o governo em 2022 — além da experiência à frente do Iphan entre 2023 e 2026. Sua capacidade de ampliar bases e atrair indecisos será determinante para compensar a diferença do primeiro turno.

O eleitorado do DF tem composição que pode influenciar estratégias: 54% são mulheres; entre quem declarou cor/raça, 49,17% se autodeclaram pardos, 38,02% brancos e 11,71% pretos. Para ambos os lados, transformar esses mapas demográficos em presença real nas urnas é o desafio prático do domingo — não bastam as intenções do primeiro turno, é preciso comparecimento.

No plano político, a disputa não é apenas local: a vitória consolidará o projeto de quem vencer no comando do governo distrital e dará sinal para articulações regionais; a derrota exigirá ajuste de narrativa e alianças para o lado perdedor. Em suma, o segundo turno no DF será uma prova de capacidade de mobilização, negociação e de converter votos em comparecimento.