No confronto final, Luiz Inácio Lula da Silva venceu Flávio Bolsonaro com 51,77% dos votos válidos contra 48,23% do candidato do PL. A vantagem do petista supera em magnitude a diferença observada em 2022 e representa uma vitória mais confortável em número absoluto de eleitores.
Segundo a contagem oficial, a distância entre os dois ultrapassa a marca de quatro milhões de votos. Em 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro no segundo turno, a diferença foi de cerca de dois milhões de votos (50,90% a 49,10%). O recuo relativo do PL dessinala perda de fôlego eleitoral.
O cenário prévio ao duelo mostrava empate técnico em várias pesquisas: levantamentos como PoderData, Quaest e Vox Brasil indicavam a disputa muito próxima, com vantagem pontual para o candidato do PL em alguns levantamentos. No primeiro turno, Flávio chegou a ficar à frente, mas a contagem final reverteu esse quadro.
Do ponto de vista político, o resultado consolida o PT no comando e amplia custo político para o PL e para o bolsonarismo. A diferença maior reforça desgaste oposicionista, levanta dúvidas sobre a estratégia do campo adversário e pode pressionar alterações táticas e de liderança. Ao mesmo tempo, é preciso tratar o resultado como retrato do momento, não como previsão eterna do mapa político futuro.