O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino autorizou, nesta terça-feira (4/8), a abertura de dois novos inquéritos relacionados a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Uma das autorizações dá seguimento a um terceiro procedimento que envolve o empresário; a outra instaura investigação sobre supostos vazamentos de dados sigilosos.
As autorizações atendem a pedidos da Polícia Federal e da defesa de Lulinha. Segundo apuração, a PF formalizou na segunda (3) dois requerimentos: um para apurar suspeitas de negócios ilícitos em áreas da administração federal e outro para investigar o eventual compartilhamento indevido de informações protegidas por sigilo.
A decisão do STF permite que a Polícia Federal execute diligências e busque elementos para esclarecer as alegações. Em linha com o princípio constitucional, a instauração das apurações não configura presunção de culpa, mas amplia o espaço de investigação e produção de provas sobre os fatos apontados.
Do ponto de vista político, a soma de inquéritos sobre um familiar direto do presidente tende a ter repercussão imediata no Planalto: além do desgaste simbólico, aumenta a necessidade de respostas públicas e estratégicas. Os detalhes seguem sob sigilo, e nem a defesa nem a PF se manifestaram até o momento, mantendo a incerteza sobre os próximos desdobramentos.