A Presidência do Supremo Tribunal Federal informou que jornalistas não terão acesso ao plenário na sessão marcada para avaliar a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, acusação ligada a suposta relação com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, detido em investigação por fraudes. A Corte disse que a cobertura será feita a partir do comitê de imprensa, no segundo andar, e da marquise, com estrutura de apoio montada na área externa.

Por meio de sua assessoria, o ministro Flávio Dino afirmou não ter sido consultado sobre a restrição e que, se fosse ouvido, teria defendido a permanência dos profissionais no plenário. A sessão, com os dez ministros em plenário, teve varredura de segurança e será transmitida ao vivo pela TV Justiça a partir das 10h, segundo a Corte.

A exclusão da imprensa do plenário em uma audiência de alto interesse público levanta questionamentos sobre transparência e sobre a forma como o próprio STF administra a visibilidade de debates sensíveis. A posição pública de um integrante do tribunal expõe dissenso interno e pode alimentar críticas de opositores da Corte e de defensores da plena publicidade dos atos judiciais.

Apesar da vedação ao acesso físico, repórteres devem acompanhar os trabalhos de pontos reservados, o que reduzirá a proximidade e a imediaticidade da cobertura. A decisão reforça um nó institucional: conciliar medidas de segurança e ordem no ambiente do tribunal com a obrigação pública de permitir fiscalização e informação sobre procedimentos que têm impacto político e jurídico.