O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino afirmou, em postagem nas redes sociais nesta terça-feira (11/8), que o Poder Judiciário precisa de mudanças, mas rejeitou a avaliação de que o sistema atravessa uma crise “terminal e apocalíptica”. A manifestação foi publicada em homenagem ao Dia do Advogado.

Dino reconheceu que há problemas no funcionamento das instituições e que ajustes são necessários, mas advertiu que o diagnóstico de colapso vem sendo empregado, em muitos casos, por razões ideológicas e político-eleitorais. A mensagem buscou separar a agenda técnica de reforma do discurso de ruptura absoluta.

Politicamente, a declaração tem dupla leitura: por um lado, reforça a necessidade de medidas concretas para modernizar procedimentos e aperfeiçoar a administração da Justiça; por outro, reduz o poder mobilizador de narrativas que promovem descrédito institucional sem apontar soluções precisas.

Num contexto em que tensões entre Poderes e críticas públicas ao STF ocupam o debate, a posição de Dino tenta deslocar a discussão para propostas e saneamento de falhas. Resta, porém, o desafio de converter o diagnóstico em propostas factíveis e aceitas pelas diferentes forças políticas e pelos próprios tribunais.