O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino usou suas redes sociais para relatar um episódio de hostilidade ocorrido durante um procedimento de embarque. Segundo ele, ao identificar seu nome no cartão, uma funcionária declarou a um agente que queria xingá‑lo e, em seguida, afirmou preferir agir de forma mais grave do que apenas insultá‑lo. Dino relacionou a manifestação de ódio à sua atuação institucional no STF.
O ministro disse não informar o nome da funcionária, nem da companhia aérea ou a data do episódio. Justificou que o relato extrapola o interesse pessoal: trata‑se de um risco coletivo caso atitudes semelhantes se disseminem entre trabalhadores que lidam diretamente com o público. Em sua avaliação, a contaminação do ódio pode comprometer segurança de aeroportos, voos e de outros passageiros.
Diante do episódio, Dino fez um apelo direto a empresas e entidades do setor de atendimento: sugeriu campanhas internas de educação cívica para promover convivência pacífica e respeito interpessoal. O pedido foi marcado pelo calendário eleitoral de 2026, quando, segundo o ministro, sentimentos políticos tendem a se acirrar e episódios pontuais podem deixar de ser isolados.
Além do caráter moral do apelo, há implicações práticas: para empresas, a disseminação de hostilidade representa risco operacional e dano reputacional; para a sociedade, aumenta a vulnerabilidade de consumidores e usuários de serviços. O caso coloca em evidência a necessidade de medidas preventivas por parte de empresas e de um debate público sobre como reduzir os efeitos da polarização no atendimento ao cidadão.