Na manhã desta sexta-feira (17), o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em uma sessão marcada por tentativas de obstrução e pela ausência de 25 parlamentares. Dos 45 deputados presentes, 44 votaram a favor e houve uma abstenção, de Jari Oliveira (PSB). A disputa ficou tensionada pela divergência sobre voto aberto ou secreto.
O boicote envolveu PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL, que reclamaram que a votação aberta poderia expor parlamentares a pressões e retaliações, defendendo voto secreto. O pedido para sigilo foi alvo de ação no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), que rejeitou a solicitação do PDT na véspera, permitindo o rito adotado pela Mesa.
Além da presidência, a Mesa diretora teve Dr. Deodalto eleito 2º secretário, com 45 votos. A eleição de Ruas ocorre após episódio que vinha fragilizando a Casa: a cassação e os desdobramentos do mandato de Rodrigo Bacellar, preso em investigações e alvo de decisões judiciais que chegaram a anular uma votação anterior até que o TRE retotalizasse votos.
Politicamente, o resultado dá capilaridade ao PL na presidência da Alerj, mas acende alerta sobre a coesão da Assembleia. A disputa pelo modo de votação e a ausência massiva da oposição expõem desgaste e suscitam questionamentos sobre legitimidade e governabilidade da mesa em um momento de instabilidade institucional no estado.