O ex-deputado Eduardo Bolsonaro voltou a confrontar o colega de bancada Nikolas Ferreira em uma sequência de postagens no X que ganhou repercussão e abriu nova ferida no PL. O atrito começou quando Eduardo criticou o perfil Space Liberdade, que afirmou que não votará em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, e viu Nikolas republicar conteúdo alinhado a essa linha.

A escalada se intensificou depois que Nikolas compartilhou um vídeo do presidente Lula com a frase “o Pix é do Brasil” e acrescentou um comentário em que atribui ao ex-presidente Jair Bolsonaro a implementação do sistema, chamando-o de “larápio”. Em resposta a provocações de outro perfil, Nikolas respondeu com um “Kkk”, reação que Eduardo interpretou como deboche.

Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família.

No desabafo dirigido ao deputado mineiro, Eduardo afirmou que Nikolas mudou com a fama e o acusou de operar algoritmos para favorecer vozes que, segundo ele, desejam o pior para sua família. O ex-deputado também disse que o comportamento de Nikolas estaria contribuindo para colocar a pré-candidatura de Flávio em uma “espiral do silêncio”, com poucos apoios públicos visíveis.

O episódio é relevante porque vai além de uma troca de ofensas: revela fragilidades na tentativa do PL de apresentar unidade em torno de Flávio Bolsonaro. A disputa pública entre membros do núcleo bolsonarista complica a construção de uma frente coesa da direita e expõe um problema recorrente na era das redes sociais, em que alinhamentos podem rachar em público.

Resta agora ver se a cúpula do partido e os coordenadores da pré-campanha conseguirão conter o desgaste e negociar uma trégua. Para além do ruído imediato, a disputa sinaliza risco político concreto: a dificuldade de unificação pode reduzir espaço de manobra eleitoral em 2026 e exigir medidas de contenção que passem por disciplina interna e controle narrativo nas plataformas digitais.

Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente.