O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou um vídeo nas redes sociais para agradecer ao presidente Donald Trump e a auxiliares da administração americana pela decisão do Departamento de Estado de qualificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. No discurso, Eduardo elogiou figuras-chave da equipe americana e afirmou que a medida dificultará a movimentação financeira dos grupos.
A movimentação tem peso simbólico e prático: a lista do Departamento de Estado amplia ferramentas de cooperação internacional e sanciona redes fora do Brasil. Eduardo também citou comparação com a resposta contra líderes de organizações terroristas no exterior, e usou a decisão para reforçar a narrativa de combate ao crime — uma bandeira que ele e o irmão Flávio têm capitalizado politicamente.
A atitude, porém, traz consequências políticas domésticas. Ao celebrar e reconhecer publicamente intervenções americanas depois de reunião no Salão Oval, os Bolsonaro convertem uma decisão externa em argumento eleitoral para a pré-candidatura de Flávio. Isso pode fortalecer seu discurso de segurança, mas abre espaço para críticas sobre a dependência de um ator estrangeiro para enfrentar uma questão soberana.
Analistas e adversários podem explorar o episódio como evidência de que a família busca ganhos eleitorais com ações de governo estrangeiro, enquanto governistas e parte do eleitorado favorecem medidas duras contra o crime organizado. No plano prático, a lista americana complica a vida financeira dos grupos; no político, reforça a polarização e coloca a aliança Bolsonarista em posição exposta perante críticas sobre estratégia e soberania.