Eduardo Bolsonaro divulgou vídeo nas redes nesta sexta (15/5) para refutar denúncias de que teria exercido controle sobre os recursos do filme Dark Horse, produção inspirada na carreira política de Jair Bolsonaro. O parlamentar admitiu ter aportado US$ 50 mil nos Estados Unidos para manter um diretor ligado ao desenvolvimento do roteiro e afirmou ter recebido o valor de volta.

A controvérsia ganhou fôlego após a publicação de um contrato no qual Eduardo figura como produtor executivo — papel que, em teoria, envolve atribuições sobre a gestão financeira da obra. A presença do documento confronta declaração anterior do deputado de que não ocupou “qualquer posição de gestão” no fundo associado ao projeto, expondo uma contradição entre versões.

Relatórios jornalísticos também associaram ao financiamento a participação do banqueiro Daniel Vorcaro, com suposta intermediação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato em 2026. A associação a investidores privados e a presença formal de Eduardo no contrato complicam a narrativa oficial e acendem alerta sobre transparência e possíveis vínculos entre dinheiro privado e projetos ligados à família Bolsonaro.

O episódio tende a aumentar a pressão sobre os envolvidos: exige esclarecimentos sobre fluxos financeiros, o papel de cada signatário do contrato e a relação entre empréstimos, reembolsos e eventuais interesses políticos. A reportagem e a resposta do deputado deixam o caso em aberto, com espaço para novas apurações e pedidos de documentos por parte da imprensa e, se for o caso, de autoridades.