O ex-deputado Eduardo Bolsonaro voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (20/4), depois que o relator apresentou voto no plenário virtual defendendo a condenação do político em ação por difamação proposta pela deputada Tabata Amaral. A análise segue em ambiente virtual e ainda depende do entendimento dos demais ministros.

Nas redes sociais, Eduardo compartilhou imagens que mostram a presença do ministro em cerimônia relacionada a Tabata e levantou suspeitas sobre eventual proximidade pessoal entre julgador e autora da ação. Em suas mensagens, o ex-parlamentar questionou a legitimidade do processo e insinuou que o episódio seria sintoma de um alinhamento institucional mais amplo.

No voto, Alexandre de Moraes entendeu que as postagens de 2021 ultrapassaram os limites do debate político e configuraram imputação de fato ofensivo à reputação da deputada, enquadrando-as como difamação. Se a maioria do STF acompanhar o relator, Eduardo poderá ser condenado a pena privativa de liberdade e ao pagamento de multa — resultado que acrescentaria um desfecho penal ao episódio político.

Além do efeito jurídico, a disputa tende a reforçar a narrativa de parcialidade ventilada por setores da oposição e a aprofundar a polarização em torno do Tribunal. Para o campo político associado a Eduardo, o caso serve tanto para mobilizar bases quanto para alimentar críticas ao Judiciário; para a corte, aumenta o desafio de preservar a imagem de imparcialidade diante de acusações públicas dirigidas a seus ministros.