O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (29/5) que a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas representou um “grande gol” para a família Bolsonaro. Em entrevista à Rede Comunica Brasil, Eduardo — que vive nos EUA desde 2025 — atribuiu o resultado à aproximação política e diplomática protagonizada pelo senador Flávio Bolsonaro durante sua viagem ao país.

Segundo Eduardo, os contatos com autoridades norte-americanas, em especial com integrantes próximos ao secretário de Estado Marco Rubio, tiveram resposta prática. Flávio publicou nas redes sociais um agradecimento a Rubio pela cooperação no combate às facções criminosas, ressaltando a necessidade de ações coordenadas entre países afetados pela violência. Para a família Bolsonaro, a medida americana seria tanto simbólica quanto instrumental para estreitar a cooperação em segurança.

“O Flávio Bolsonaro marcou um grande gol.” — Eduardo Bolsonaro

Na entrevista, Eduardo também disse ser preciso entender o “mundo Trump” para negociar com eficácia — argumentando que encontros rápidos com Donald Trump são mais produtivos que longas reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação política é explícita: além do ganho diplomático, o episódio teria potencial eleitoral, atraindo eleitores de centro sensíveis a pautas de segurança e ordem. É uma leitura que busca transformar um resultado externo em vantagem doméstica.

O desfecho, porém, depende de desdobramentos concretos na cooperação bilateral e da reação do governo. Para o campo governista, a ação americana pode ser convertida em instrumento de contestação à narrativa da oposição; para a família Bolsonaro, é munição política em ano de eleições. Resta ver se o que Eduardo chama de ‘gol’ se traduzirá em ações efetivas ou em retórica com efeito temporário sobre a disputa eleitoral em outubro.