O Senado aprovou nesta terça-feira a licença de 121 dias solicitada pelo senador Eduardo Girão (Novo). O parlamentar informou que usará o período afastado para atuar na chapa de Romeu Zema, na condição de candidato a vice‑presidente nas eleições deste ano. A decisão foi formalizada em plenário e transforma temporariamente a representação do Ceará na Casa.
Assume em seu lugar o primeiro suplente, o deputado estadual Sargento Reginauro (PSDB), que ocupava cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará. Nas redes sociais, Reginauro afirmou ser uma honra substituir Girão e disse que priorizará pautas como segurança pública e os direitos de pacientes oncológicos. O deputado, reserva do Corpo de Bombeiros, está afastado da Alece para tratar de um linfoma; seu suplente Tony Brito (PSD) entrou em seu lugar na Assembleia.
A licença chama a atenção pelo timing: o afastamento de um titular no início da campanha transfere ao suplente responsabilidades e poder de voto por quatro meses, enquanto o titular busca espaço eleitoral nacional. Além de reduzir a presença de Girão no plenário, a medida altera temporariamente a composição de bancadas e a agenda parlamentar do Ceará — com impacto em votações e interlocuções regionais durante o período.
Politicamente, a movimentação reforça a estratégia do Novo de dar visibilidade à chapa de Zema com um nome já no Congresso, mas também expõe o dilema de conciliar mandato e campanha. Para aliados e adversários, a licença é ao mesmo tempo legítima do ponto de vista eleitoral e um teste sobre como o partido administrará a substituição sem perder fôlego legislativo num ano político sensível.