O domingo de apuração em São Paulo confirmou a força de candidaturas com grande voto pessoal e redes organizadas. Com 100% das urnas apuradas, o estado — responsável por 70 das 513 cadeiras da Câmara — teve como maior votação para deputado federal Lucas Pavanato (PL), com 3.038.438 votos. Na sequência aparecem Erika Hilton (PSOL), com 1.596.472 votos, e Sâmia Bomfim (PSOL), com 583.107 votos, refletindo presença relevante da esquerda paulista em termos de voto direto ao candidato.

Para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que elegeu 94 deputados, a votação mais alta foi de Eduarda Campopiano (PL), com 1.956.238 votos. Em segundo lugar ficou Eduardo Suplicy (PT), com 654.627 votos. Esses números mostram não apenas a capacidade de atração de figuras individuais, mas também como a concentração de votos pode influir na distribuição de cadeiras e na composição das bancadas locais e federais.

O desempenho de candidatos do PL e do PSOL aponta para um Parlamento paulista diverso e fragmentado, com implicações práticas: maior capacidade de barganha para nomes de maior cacife, necessidade de costura política para aprovar pautas e impacto na formação de comissões no Congresso. Para as forças políticas, os resultados servem de diagnóstico estratégico a pouco menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026 — um retrato do momento, não uma previsão, que pode orientar ajustes de campanha e alianças.

A apuração completa expôs tendências e pressões que partidos e líderes terão de gerir nas próximas semanas, quando começarão articulação de bancadas e definição de prioridades legislativas. A lista completa dos eleitos confirma a importância de São Paulo no tabuleiro nacional: as escolhas do eleitorado paulista vão repercutir diretamente na dinâmica do Congresso e na capacidade de avanço de propostas sobre economia, segurança e políticas públicas.