O estado de São Paulo, que tem direito a 70 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, definiu seus representantes com 100% das urnas apuradas no domingo (4). A maior votação individual do estado foi para Lucas Pavanato (PL), com 3.038.438 votos. Em seguida vêm Erika Hilton (PSOL), com 1.596.472 votos, e Sâmia Bomfim (PSOL), com 583.107 votos. Esses números destacam candidatos com alta votação pessoal, mas não explicam sozinhos a distribuição final de vagas.

A eleição segue o sistema proporcional previsto pela Resolução TSE nº 23.677/2021: votos de candidatos e votos de legenda são somados para definir quantas cadeiras cada partido ou federação conquista. Na prática, isso significa que a soma partidária pode transformar votos de legenda e de candidatos menos votados em cadeiras, enquanto grandes votações pessoais aumentam a influência individual dentro da bancada. Quanto maior a coligação ou o desempenho agregado do partido, maior a chance de obter mais vagas.

Do ponto de vista político, a lista de eleitos em São Paulo tem efeitos concretos para o jogo legislativo. A expressiva votação de Pavanato dá a ele capital político e peso nas negociações internas do PL; as votações de Erika Hilton e Sâmia Bomfim confirmam espaço relevante do PSOL no eleitorado paulistano. Além desses, nomes de partidos como Podemos, Republicanos, União Brasil e PSD também figuram entre os eleitos, formando uma bancada paulista diversificada que terá papel central em votações de interesse nacional e em costura de maiorias na Câmara.

A lista completa dos 70 deputados eleitos revela a combinação entre votos pessoais expressivos e estratégia partidária que definiu a representação paulista. Para o Congresso, o resultado paulista será relevante não apenas pelo número de cadeiras, mas pelo perfil ideológico e pela capacidade de articulação dessas bancadas — fatores que vão influenciar a agenda legislativa e a dinâmica de alianças nos próximos anos.