A campanha formal para as eleições de 2026 teve início em 16/8 e já reúne 13 nomes com candidatura à Presidência. A BBC News Brasil organizou um especial interativo que sistematiza as propostas e posicionamentos de todos esses candidatos em oito eixos — economia e emprego; saúde; educação; política e corrupção; meio ambiente; programas sociais e direitos humanos; política externa; e segurança — oferecendo ao leitor um panorama comparativo das ideias em disputa.

O levantamento se apoia em programas divulgados pelos partidos, em falas públicas, entrevistas, transmissões ao vivo e postagens em redes sociais. A própria BBC registra mudanças pontuais: seis propostas de Renan Santos foram reescritas na apuração para refletir melhor o que o candidato vem dizendo; fontes adicionais citadas incluem o chamado Livro Amarelo e materiais disponibilizados na Renanpédia. Outro ponto relevante levantado pelo compilado é o caso de Pablo Marçal (PRTB), cuja candidatura foi protocolada mesmo com inelegibilidade até 2032 — agora cabe ao TSE decidir sobre o registro.

Do ponto de vista jornalístico e cívico, a publicação funciona como ferramenta de transparência, mas impõe limites: reunir declarações e programas não equivale a avaliar a viabilidade técnica, legal ou fiscal das propostas. Essa lacuna é importante para eleitores e para o mercado — propostas amplas ou contraditórias sobre gasto público, tributos e reformas estruturais exigem checagem aprofundada e projeções de impacto. A diversidade de agendas — que vai de plataformas minoritárias a candidaturas de maior alcance — também complica comparação direta entre planos.

Politicamente, o arquivo da BBC acende alerta para duas dinâmicas. Primeiro, a centralidade da clareza fiscal: candidatos que propuserem ampliação de gastos sem explicar compensações tendem a enfrentar crítica técnica e repercussão no mercado. Segundo, o papel do próprio TSE e da imprensa como filtros: pendências de elegibilidade e alterações em textos programáticos ressaltam a necessidade de verificação contínua e cobrança pública. Em suma, o especial é ponto de partida útil para eleitores e analistas, mas depende de trabalho jornalístico e técnico adicional para transformar propostas em parâmetros confiáveis de escolha.