A Justiça Eleitoral confirma: não ter o cadastro biométrico não impede o eleitor de votar no segundo turno marcado para domingo (25). O cadastro de impressões digitais foi encerrado em 6 de maio, e o Tribunal Superior Eleitoral estima que 10,99% do eleitorado ainda não passou pelo procedimento por diversas razões.
Na prática, todas as seções do país estão equipadas com leitores biométricos acoplados às urnas eletrônicas, mas a identificação por impressão digital não é obrigatória para liberar o sufrágio. Quando o eleitor tem digitais registradas, o sistema pode tentar até quatro vezes a validação; se não houver confirmação, o mesário solicita a data de nascimento para permitir o voto.
Para quem não fez a biometria, a checagem da identidade ocorre mediante apresentação de documento oficial com foto — por exemplo, carteira de identidade ou Carteira Nacional de Habilitação. Importante: as seções instaladas no exterior não adotam o reconhecimento biométrico em função das especificidades do atendimento fora do país.
Além de otimizar a segurança e reduzir duplicidades no cadastro, o registro biométrico integra a base da Identificação Civil Nacional (ICN) e virou exigência para operações eleitorais como emitir primeiro título, transferir domicílio ou atualizar dados pessoais. Ainda assim, a existência de quase 11% de eleitores sem digitais cadastradas acende um alerta operacional: maior uso de identificação por documento e confirmações manuais pode elevar o tempo de atendimento e aumentar a carga sobre mesários e logística no domingo.
O TSE ressalta que a biometria contribui para agilizar procedimentos e padronizar o atendimento, mas, no curto prazo, a eleição seguirá garantindo o direito ao voto mesmo para quem não passou pelo cadastro — ao custo potencial de filas mais longas e de maior demanda por informações nos locais de votação.