Mesmo sob chuva, eleitores do Rio de Janeiro compareceram cedo aos locais de votação no segundo turno deste domingo (25). São quase 12,9 milhões de eleitores aptos no estado, dos quais cerca de 4,9 milhões na capital — um contingente que levou movimento intenso à abertura das urnas, mas sem as longas filas que marcaram o primeiro turno.
O voto único simplificou o processo: mesários relatam atendimento mais ágil e sessões com fluxo contínuo. No maior seção da cidade, a Universidade Unisuam, com 13 mil eleitores registrados, o movimento foi grande nas primeiras horas, mas poucas filas se formaram, segundo fiscais e votantes presentes.
Relatos de quem enfrentou filas no primeiro turno contrastaram com a rotina desta manhã. Tamara Almeida, que passou mais de duas horas para votar antes, disse ter levado apenas 10 minutos desta vez. A melhoria operacional e a oferta de transporte gratuito também foram citadas por moradores de áreas como a Maré, e por eleitores da Baixada que se deslocaram pese à chuva.
A presença destacada de idosos e de pessoas que não votaram no primeiro turno mostra duas frentes de impacto: compromisso cívico de grupos vulneráveis e recuperação de participação perdida em outubro. Casos de eleitores com mobilidade reduzida confirmam que rampas e acessibilidade funcionaram em muitos pontos, embora persistam relatos pontuais de deslocamento entre locais — o TRE-RJ alterou 72 seções previamente.
A cena mais tranquila do segundo turno alivia a pressão sobre a logística eleitoral e reduz reclamações imediatas. Ainda assim, a diferença em relação ao primeiro turno expõe falhas anteriores na organização e reforça a necessidade de prestação de contas sobre o que foi corrigido para garantir acesso efetivo ao voto.