Com a totalização dos votos em São Paulo, o estado que detém 70 das 513 cadeiras da Câmara tem agora sua bancada definida. O destaque numérico ficou com Lucas Pavanato (PL), que recebeu 3.038.438 votos, seguido por Erika Hilton (PSOL), com 1.596.472 votos, e Sâmia Bomfim (PSOL), com 583.107 votos. Esses resultados mostram tanto a força individual de lideranças quanto a capacidade de atração de votos pessoais em um colégio eleitoral extenso e politicamente plural.
O sistema proporcional — que considera votos nominais e de legenda — manteve seu papel decisivo na distribuição das vagas: quanto mais votos somados por partidos e federações, maior a fatia de cadeiras conquistadas. Nomes tradicionais e figuras com forte votação pessoal aparecem lado a lado: Delegado Palumbo (Podemos) 303.271; Professora Luciene Cavalcante (PSOL) 253.778; Ana Carolina Oliveira (Podemos) 246.741; Delegado Bruno Lima (Podemos) 217.952. Também tiveram votações relevantes Marcos Pereira (Republicanos) 196.681, Luiz Philippe de O e Bragança (PL) 187.743 e Guilherme Piai (Republicanos) 182.328.
A composição final da bancada paulista terá consequências práticas no balanço de forças da Câmara. A presença de nomes com votação alta pelo PSOL sinaliza renovação e peso da esquerda urbana, enquanto o PL e o Republicanos emplacam representantes de apelo popular e institucional. Figuras conhecidas do eleitorado paulista, como Paulo Alexandre Barbosa (PSD) 168.207, Celso Russomanno (Republicanos) 138.827 e Pastor Marco Feliciano (PL) 122.119, trazem experiência e capacidade de articulação em comissões e votações estratégicas.
Politicamente, o resultado em São Paulo acende alerta para negociações no Congresso e complica narrativas simplificadas sobre hegemonia de blocos: a bancada será heterogênea e exigirá costura entre partidos para pautas centrais. A pluralidade de votos pessoais e os puxadores de voto devem influenciar composição de lideranças, com reflexos em prioridades legislativas e em futuras costuras para 2026. Entre os outros eleitos com votação expressiva estão Ney Santos (Republicanos) 118.566; Rodrigo Gambale (Podemos) 106.901; Altair Moraes (Republicanos) 94.770; Maria Rosas (Republicanos) 91.690; Delegado Paulo Bilynskyj (PL) 90.363; Sirlange Manga (União Brasil) 87.820; Milton Leite Filho (União Brasil) 71.631; e Wesley Cezar Lelinho (PL) 66.673.
A definição da bancada paulista fecha um capítulo, mas abre o próximo: a disputa por espaços em comissões, as prioridades legislativas e as alianças futuras. Para eleitos e partidos, o desafio será transformar votação nominal e de legenda em poder efetivo no Congresso, enquanto para a oposição e para o governo esses números representam sinais claros sobre onde investir recursos políticos e estratégicos na próxima sessão legislativa.