A maior parte dos Estados já definiu governadores no primeiro turno de 4 de outubro, mas cinco unidades federativas e o Distrito Federal ainda terão a decisão neste domingo (25/10): Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do DF. A situação do Rio de Janeiro foi resolvida fora das urnas: com a anulação dos votos do terceiro colocado, Douglas Ruas (PL) foi declarado eleito em primeiro turno.
No Acre a atual governadora Mailza Assis (PP), que assumiu o cargo em abril, ficou perto da vitória no primeiro turno com 49,76% dos votos. O adversário no segundo turno é o senador Alan Rick (Republicanos), que obteve 32,27%. A diferença coloca Mailza como favorita, mas não elimina a necessidade de articulação para ampliar alianças.
No Amazonas, o senador Omar Aziz liderou com 40,63% e enfrenta a professora e empresária Maria do Carmo, que obteve 24,49%. Aziz tem relevância nacional desde a presidência da CPI da Covid; Maria do Carmo é uma figura nova na política eletiva, o que transforma o segundo turno em prova de capilaridade eleitoral para ambos.
O Distrito Federal repete o padrão de disputa entre gestores de carreira política: Celina Leão, que assumiu o governo em março, teve 49,93% e enfrenta Leandro Grass (PT), com 34,47%. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini obteve 49,6% no primeiro turno e medirá forças com o atual governador Ricardo Ferraço, que teve cerca de 34%. As campanhas terão de disputar votos de eleitores que apoiaram candidatos derrotados.
No Nordeste, a disputa do Rio Grande do Norte é apertada: Allyson Bezerra (União Brasil) teve 36,94% contra 36,16% de Cadu de Lula (PT). No Tocantins, a senadora Dorinha (União Brasil) somou 45,52% e enfrentará Vicentinho Júnior (PSDB), com 43,94%. Esses cenários acendem alerta sobre a volatilidade local: o domingo servirá para testar coalizões, medir capacidade de transferir votos e sinalizar forças partidárias rumo a 2026.