A mais recente pesquisa Real Time Big Data mostra um quadro embolado na disputa por uma das vagas ao Senado por Minas Gerais. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) aparece na frente com 18% das intenções de voto, seguida pelo deputado federal Domingos Sávio (PL) e pelo senador Carlos Viana (PSD), empatados tecnicamente com 16% cada. Atrás do trio vêm Aécio Neves (PSDB), com 13%, e Marcelo Aro (PP), com 12%. O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre 16 e 19 de setembro; margem de erro é de 2 pontos e a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral (MG-07331/2026).
Além dos nomes já citados, o mapa apresenta dispersão: Áurea Carolina (PSol) tem 7%, Marco Antônio Superman (Novo) 4%, enquanto vários candidatos somam 1% cada. Brancos e nulos somam 5% e 7% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam — totalizando 12% sem candidato definido. Numa disputa com diferença de poucos pontos, esse bloco de eleitores indecisos e os votos em branco podem ser determinantes, elevando a incerteza sobre quem chegará forte ao segundo turno ou mesmo sobre a configuração final do pelotão.
Politicamente, o empate técnico entre nomes de esquerda, centro e direita desmonta narrativas de consolidação antecipada. Para a oposição e para o centro, o desempenho de Marília reforça que o PT mantém apelo competitivo em Minas; para o campo governista, os 16% de Sávio mostram presença, mas também deixam claro que não há consolidação automática do voto alinhado ao atual governo. Aécio, figura histórica em Minas, aparece atrás do trio principal, o que indica que veterania não se traduz em vantagem numérica clara neste momento.
Do ponto de vista estratégico, o resultado acende alerta para campanhas e possíveis alianças: com margem de erro de 2 pontos, cada ponto ganhos junto aos 12% de indecisos terá impacto direto na matemática eleitoral. O cenário embolado cobra rapidez nas definições de palanques, recursos e mensagens, especialmente em um estado onde a fragmentação pode favorecer quem tiver melhor capacidade de mobilização e aparato de campanha. Em suma, a pesquisa confirma uma disputa aberta e exige reação coordenada de candidaturas e partidos nos próximos meses.