A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) informou nesta quinta-feira que acionará o Ministério Público Federal e o Ministério dos Direitos Humanos após a prisão de nove investigados ligados a um esquema acusado de produzir e comercializar vídeos de tortura envolvendo bebês, crianças e animais no Rio Grande do Sul. A parlamentar ressaltou que a Polícia Federal já acompanha o caso e defendeu investigação ampliada.

Hilton afirmou nas redes sociais que pedirá ao MPF a ampliação das apurações para verificar se a rede atuava em outros estados, por considerar que a comercialização do material via internet, sobretudo pelo aplicativo Telegram, dificulta crer que a atuação fosse restrita ao RS. Ela também anunciou pedido ao Ministério dos Direitos Humanos para adoção de medidas que garantam atendimento, proteção e acompanhamento às vítimas identificadas.

Do conjunto de acusados, segundo a deputada, constam dois militares, o pai de um dos bebês que aparecem nas gravações e Tiago Ximendes, apontado como filiado ao PL, pastor evangélico e ex-coordenador de um posto de atendimento médico da Secretaria Municipal de Saúde de Bagé. A presença de suspeitos com esses vínculos abre questões institucionais sobre fiscalização, verificações de antecedentes e responsabilidades de órgãos locais e partidos.

A mobilização de Hilton concentra a pressão sobre procuradores e Ministério para coordenação federal das investigações, com transparência e salvaguarda às vítimas. Além de buscar a desarticulação da rede e a responsabilização dos envolvidos, caberá aos entes públicos garantir assistência contínua às crianças e apurar como plataformas digitais vêm sendo usadas para difundir crimes gravíssimos. A rapidez e a eficiência da resposta institucional serão decisivas para conter alcance e reparar danos.