A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) criticou, nesta terça-feira (14/7), a possibilidade de que Câmara e Senado encerrem a atividade legislativa para o recesso sem analisar o projeto que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar classificou a eventual saída para o recesso como uma opção que penalizaria trabalhadores que dependem da alteração.
Hilton também citou, no mesmo pronunciamento, outras proposições que considera urgentes, como a redução da jornada de trabalho e a criminalização da misoginia. A parlamentar acusou o Parlamento de deixar de priorizar pautas com impacto direto na vida cotidiana, apontando uma desconexão entre o calendário legislativo e demandas sociais sinalizadas por setores organizados e eleitores.
O episódio ganha peso político porque evidencia uma tensão recorrente: o confronto entre a rotina administrativa do Congresso e a pressão por respostas imediatas a problemas laborais e de violência de gênero. Para além do simbolismo, a permanência de matérias relevantes sem votação pode gerar custo político para parlamentares e para a imagem das Casas responsáveis pela agenda.
Analistas e lideranças sindicais tendem a enxergar atrasos legislativos como risco de desgaste. A decisão sobre levar ou não esses projetos ao plenário será acompanhada de perto por movimentos sociais e pela opinião pública, que esperam calendário compatível com prioridades sociais. Até o início do recesso, resta ao Congresso equilibrar trabalho administrativo e resposta a pautas com impacto direto.