A deputada Erika Hilton (PSol-SP) informou nesta quarta-feira (11/6) que acionou o Ministério Público Federal para solicitar a suspensão imediata do novo recurso de localização em tempo real do Instagram, conhecido como mapa de amigos. A funcionalidade permite que usuários compartilhem e visualizem posições ao vivo dentro da rede social, o que, segundo a parlamentar, pode expor pessoas a situações de risco.

Hilton, que preside a Comissão das Mulheres na Câmara, afirmou que a ferramenta aumenta a vulnerabilidade de grupos já expostos, como mulheres, crianças e idosos, e criticou a forma como a novidade foi disponibilizada. A deputada avaliou que o lançamento ocorreu sem avaliação adequada dos impactos de segurança e sem alerta claro aos usuários sobre os riscos potenciais.

A rede social informa que a função é opcional e traz configurações de privacidade, mas, conforme a parlamentar, desabilitar o GPS não elimina totalmente a localização, já que sinais de internet podem ser utilizados para estimativas. O Correio Braziliense procurou a Meta para esclarecimentos e, até a publicação, não havia obtido resposta — um silêncio que Hilton usa para reforçar o pedido de intervenção do MPF.

O movimento da deputada acende alerta sobre governança digital e proteção de dados no Brasil e pode ampliar pressão regulatória sobre plataformas que lançam recursos sensíveis sem transparência. Enquanto a questão é analisada, Hilton recomendou que usuários revisem as configurações de privacidade e desativem o compartilhamento de localização até que haja garantias concretas de segurança.