A troca de ataques entre a deputada federal Érika Hilton (PSol) e o pré-candidato Romeu Zema (Novo) escalou nas redes sociais nesta terça-feira (5/5). O ex-governador acusou a parlamentar de “viver de mentiras”, reação que teve resposta direta: Hilton classificou Zema como “politicamente medíocre” e elevou o tom sobre sua trajetória e gestão.
Na réplica, a deputada questionou a experiência laboral do adversário — afirmou que ele “nunca trabalhou de verdade” — e ironizou seu desempenho nas pesquisas, dizendo que, se a opinião dela tivesse peso nacional, Zema teria mais de 4% nas intenções de voto. Hilton também fez menção à história empresarial da família Zema, citando o pai Ricardo Zema, e responsabilizou a gestão do ex-governador em Minas por uma série de falhas que, nas suas palavras, resultaram em “falência, tragédias e mortes”. Ao fim da publicação, afirmou que a esquerda seguirá sendo um “pesadelo” para o pré-candidato.
O confronto começou depois que Hilton criticou propostas associadas à direita sobre trabalho infantil e a adoção da jornada 6×1, defendendo que jovens não deixem os estudos para trabalhar e atacando a manutenção de jornadas extensas. Zema respondeu lembrando que começou a trabalhar jovem ao lado do pai, vinculando sua trajetória à disciplina e ao esforço pessoal, e acusou a esquerda de promover dependência do Estado.
Além do episódio pontual, a troca destaca riscos políticos concretos para a pré-campanha de Zema: a disputa pela narrativa sobre sua biografia e o legado em Minas pode virar terreno fértil para ataques que questionem credenciais de gestor e ligação com o eleitorado trabalhista. Para Hilton, a exposição reforça sua estratégia de confrontar adversários pela via pública. Num calendário eleitoral ainda distante, episódios assim acendem alerta sobre a capacidade de ambos de controlar a agenda e de transformar ataques pessoais em debates programáticos.