Os 2,9 milhões de eleitores do Espírito Santo voltam às urnas neste domingo para o segundo turno que definirá o novo governador do estado. A disputa reúne Lorenzo Pazolini, do Republicanos, e Ricardo Ferraço, do MDB, e assume importância direta para o futuro das alianças locais e para a gestão pública capixaba.

No primeiro turno, Pazolini chegou muito próximo da maioria: obteve 49,65% dos votos válidos, totalizando 1.048.633 sufrágios. Ferraço ficou com 34,06%, ou 719.397 votos. O desempenho do ex-prefeito de Vitória lhe dá vantagem numérica, mas a margem curta para atingir a maioria deixa aberta a necessidade de converter apoio e ampliar palanque.

Pazolini, 44 anos, deixou a prefeitura para disputar o governo; é delegado de polícia e teve dois mandatos à frente de Vitória. Ferraço, 63 anos, natural de Cachoeiro de Itapemirim, assumiu o governo em abril após a renúncia de Renato Casagrande, que saiu para concorrer ao Senado. A trajetória longa de Ferraço soma experiência, mas também cria o desafio de demonstrar renovação política em campanha contra um adversário com desempenho consolidado.

Do ponto de vista político, o resultado do segundo turno terá efeito prático imediato: define quem terá espaço para tocar a agenda administrativa e quais blocos partidários ficarão mais fortes no Palácio. Para Ferraço, a disputa representa a necessidade de ampliar apelo além do eleitorado tradicional; para Pazolini, o teste é transformar vantagem em maioria legítima. O pleito, portanto, não é apenas uma conclusão de votos, mas um termômetro da engenharia política no estado.