Brasília, DF — A esquerda brasileira comemorou a vitória dos Democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3/11). O partido conquistou maioria nas duas casas do Congresso, numa disputa vista como termômetro da avaliação do governo americano e de impacto para as próximas eleições presidenciais.

Até o momento, os Democratas somavam 54 cadeiras no Senado e 228 na Câmara, segundo apurações. Além da disputa legislativa, o partido também teve avanços em disputas estaduais: foram eleitos governadores e deputados que representam grupos historicamente sub-representados — indígenas, negros e latinos — e, entre os eleitos, há menção a um brasileiro.

O Trump perdeu nos EUA, e é pra celebrar SIM! Celebrar sem nos iludirmos ou nos distanciarmos das necessidades do Brasil. Mas a realidade é que a derrota de Trump que se confirmou hoje nos EUA é melhor para o povo brasileiro, para o mundo e para a população estadunidense. A apatia não pode nos dominar. Há algo florescendo no mundo, e como já disse o Presidente Lula, a nossa luta é em busca da primavera!

Repercutiram nas redes sociais lideranças do campo progressista no Brasil. A deputada federal Erika Hilton ressaltou que a derrota de Trump é motivo de celebração; Anielle Franco destacou a eleição de Deb Haaland como marco para povos originários. Manuela d'Ávila afirmou que a onda da direita vem sendo enfrentada e, em vídeo, falou sobre o crescimento da representação de minorias.

O deputado Lindbergh Farias celebrou resultados pontuais, como a vitória de James Talarico no Texas, e provocou adversários políticos que residem naquele estado. A primeira-dama Janja da Silva compartilhou nos stories uma montagem com símbolos do Brasil e dos EUA, gesto interpretado como sinal de apoio à derrota da extrema-direita no pleito americano.