O jornal Clarín publicou nesta sexta (30/10) que agentes dos Estados Unidos teriam participado diretamente da operação para garantir a saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil, com ações no aeroporto de Porto Iguaçu, na província de Misiones.
A reportagem afirma que representantes norte-americanos coordenaram procedimentos para permitir a decolagem do avião em que estava o senador, chegando a assumir funções normalmente exercidas por segurança aeroportuária e imigração. Segundo o Clarín, ao menos três jatos privados foram mobilizados como alternativas para levar Flávio até Miami.
O texto ainda diz que a operação contou com apoio do presidente argentino Javier Milei, por meio do assessor Santiago Caputo, e que foram usados veículos com placas diferentes e caminhões para confundir postos de fiscalização. Informações falsas sobre o paradeiro do senador também teriam sido disseminadas por aliados.
Documentos citados pelo jornal indicam que o voo de Flávio tinha quatro passageiros, dois pilotos e uma comissária, e que ele chegou a usar passaporte italiano. A Polícia Federal consultou autoridades argentinas para esclarecimentos sobre uma possível viagem, segundo registros públicos relacionados ao caso.