Um grupo de ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal encaminhou, na noite de segunda-feira (7/9), uma carta ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Segundo o documento obtido pelo Correio, os signatários pedem a convocação imediata de uma sessão pública do Plenário para que seja promovida a apuração — em observância ao devido processo legal — de fatos divulgados recentemente e considerados de grave impacto institucional.
A nota é subscrita por 13 ex-integrantes do tribunal: Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber. O teor reforça confiança pessoal na condução de Fachin, ao mesmo tempo em que exige resposta transparente e pública diante do episódio.
Editorialmente, a iniciativa dos ex-ministros acende alerta para o custo reputacional do Judiciário. Ao cobrar rito público e urgente, os signatários buscam limitar o desgaste e recuperar a confiança social que, na avaliação deles, foi abalada — um elemento que pode repercutir politicamente e complicar a narrativa institucional caso a resposta seja percebida como insuficiente.
Cabe agora ao presidente do STF marcar a sessão e definir o formato da investigação. A forma como o Plenário conduzirá a apuração — prazo, nível de transparência e divulgação dos resultados — será determinante para preservar o prestígio da Corte e conter possíveis reflexos políticos e institucionais.