O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi levado ao Complexo Penitenciário da Papuda no início da noite de quinta-feira (16/4), pouco depois de deixar a superintendência da Polícia Federal, onde permaneceu desde a manhã após sua prisão no âmbito da Operação Compliance Zero. A transferência ocorreu cerca das 18h e foi confirmada à imprensa pelas forças de segurança.

A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça com base em investigações que apontam suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades em operações financeiras envolvendo o BRB e o Banco Master. Relatórios da Polícia Federal, segundo apurado, mencionam indícios de pagamento de vantagens indevidas em valores milionários, o que levou à adoção de medidas cautelares mais rígidas.

A defesa de Paulo Henrique Costa nega irregularidades e afirma que demonstrará a legalidade dos atos praticados durante sua gestão. O caso segue em investigação e novas diligências da Polícia Federal não estão descartadas, conforme fontes ligadas ao inquérito.

A ida à Papuda reforça a gravidade do episódio e amplia o escrutínio sobre a governança do BRB. Preventiva e transferência prisional costumam ser interpretadas por investigadores como sinais de risco — de destruição de provas ou de obstaculização — e devem acelerar questionamentos por parte de órgãos de controle e do ambiente político. Ainda que a investigação trace apenas um retrato do momento, a operação abre espaço para efeitos institucionais e políticos concretos enquanto o processo avança.