A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero nesta quinta‑feira (16/4) e prendeu o ex‑presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O advogado que representa o executivo informou ao Correio que o mandado de prisão tem natureza processual, e não responsabilidade penal — posicionamento que a defesa apresentou como tentativa de enquadrar a medida no curso do processo.

Segundo as investigações, o executivo é suspeito de permitir operações do banco com a instituição conhecida como Banco Master sem lastro adequado. Em depoimento à PF, em dezembro, Paulo Henrique afirmou que “não tinha clareza” sobre o esquema e que os documentos recebidos não indicavam fragilidade financeira da contrapartida. Ele foi demitido do cargo em novembro do ano passado.

A ação, com dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, ocorre no Distrito Federal e em São Paulo. A PF apura crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa — classificação que dá dimensão institucional à investigação e justifica a intervenção do STF.

Além do impacto jurídico, a operação acende alerta político: expõe fragilidades nos controles internos do banco público e eleva o custo político para instâncias responsáveis pela supervisão e pela administração do BRB. É um retrato do momento, com efeitos sobre reputação e governança que exigirão respostas e maior transparência enquanto o caso é aprofundado.