O canal 'Exército do Lula' anunciou nesta quinta-feira que o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, estaria entre os mais de 8 milhões de membros do grupo no WhatsApp. A mensagem — “PESSOAL, URGENTE!! CHEGUEI” acompanhada de um emoji de lula — foi publicada por volta do meio‑dia, mas não é possível confirmar se saiu do celular do próprio presidente ou do administrador, o deputado André Janones (Rede‑MG).
Em seguida, o canal divulgou um vídeo em que Lula confirma que participará de uma live com Janones às 19h, convocando os integrantes do 'Exército' para a transmissão: “quero que todo o Exército do Lula esteja pronto, porque a batalha vai ser dura”. A ação ocorre a dois dias do segundo turno e configura uma mobilização direta e massiva por meio de um grupo privado de mensagens.
Minutos após a publicação do vídeo, o marqueteiro da campanha, Chico Kertész, deixou o Palácio da Alvorada em um carro preto, registro que o canal do Correio Braziliense relacionou temporalmente ao episódio. A sequência — anúncio, vídeo e movimentação da equipe de campanha — indica coordenação entre instâncias públicas e o núcleo de comunicação do candidato, sem, entretanto, estabelecer de forma conclusiva quem emitiu a mensagem inicial.
Do ponto de vista político, a iniciativa acende alerta sobre a centralidade de grupos de WhatsApp na disputa: trata‑se de um canal com alcance estimado em milhões que pode amplificar mensagens de campanha rapidamente. Para o PT, é uma demonstração de capacidade de mobilização; para adversários e reguladores, levanta dúvidas sobre transparência, fluxo de informações e o papel de plataformas privadas na formação de opinião às vésperas da votação. O movimento, num momento sensível, tende a intensificar a disputa pelo controle da narrativa digital.