O Exército Brasileiro cumpriu, nesta sexta-feira (10/4), mandados de prisão contra três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal por participação no chamado “núcleo 4” da trama golpista. A autorização para as detenções foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, segundo apuração. As ordens atingiram Ângelo Denicoli, major da reserva, em Vila Velha (ES); Giancarlo Rodrigues, subtenente, em Brasília; e Guilherme Almeida, tenente-coronel, também na capital federal.

A Força informou que os detidos serão encaminhados a estabelecimentos prisionais militares. As investigações, coordenadas pela Procuradoria-Geral da República e julgadas pela Primeira Turma do STF em outubro de 2021, apontaram que o grupo atuou na difusão de notícias falsas com o objetivo de provocar instabilidade institucional e favorecer uma ruptura do quadro democrático.

Os militares foram responsabilizados pelas condutas descritas pela acusação, enquanto os demais condenados do mesmo núcleo, por serem civis, seguem sob medidas executadas pela Polícia Federal. O cumprimento agora das prisões militares evidencia a execução das decisões judiciais e separa claramente as esferas de atuação das Forças Armadas e das autoridades civis.

A operação tem impacto político relevante: além de reafirmar o papel do Judiciário no enfrentamento a tentativas de subversão institucional, traz à tona o desafio de manter a disciplina nas fileiras sem estigmatizar a corporação como um todo. Para o ambiente político, a ação reforça a mensagem de que as condenações do STF serão efetivadas, com reflexos nas discussões sobre responsabilidade e controle civil sobre as Forças Armadas.