O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, divulgou nota institucional na quarta-feira informando que a Corte tomou conhecimento da decisão do Senado de não aprovar a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso. Na comunicação, o STF ressaltou o respeito à prerrogativa constitucional do Senado sobre a validação de nomes para a Corte.
Fachin também destacou o reconhecimento à trajetória pessoal e institucional dos agentes envolvidos e defendeu que a vida republicana se fortalece quando as divergências são tratadas com urbanidade e responsabilidade pública. A formulação busca imprimir um tom de estabilidade institucional diante da controvérsia produzida pela votação no Senado.
A rejeição obriga o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a apresentar nova indicação, reiniciando o processo desde a sabatina. Politicamente, o episódio representa um revés para o governo: expõe falhas na avaliação prévia do nome e amplia desgaste em um tema sensível, que pode consumir capital político e aumentar a pressão sobre a base aliada.
No plano institucional, a posição pública do STF enfatiza a separação de papéis entre Judiciário e Legislativo e a necessidade de observância dos trâmites constitucionais. A Corte diz aguardar, com serenidade e senso de responsabilidade, as providências cabíveis para o oportuno preenchimento da vaga, enquanto o debate político em torno da escolha prossegue.