O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, assumiu a relatoria do processo que investiga o suposto relacionamento entre o ministro Alexandre de Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O caso será levado a julgamento do plenário na terça-feira, com início previsto para as 10h e transmissão pela TV Justiça. A apuração estava sob relatoria de André Mendonça.
Fachin determinou que Mendonça envie à Presidência a íntegra dos processos relacionados ao Master e ao escândalo das fraudes no INSS, medida que, na prática, suspende as investigações até novo encaminhamento do Supremo. Também negou o pedido de Moraes para que seus processos fossem julgados em conjunto com os de Mendonça, marcando a ação relativa ao ex-ministro para o dia 23.
Ao justificar a separação, o presidente do STF considerou o estágio processual e prazos distintos: a petição contra Moraes já havia sido liberada para julgamento e os prazos para fornecimento de informações terminam antes da sessão extraordinária, enquanto o caso de Mendonça ainda depende de coleta de dados. Fachin registrou que providências similares sobre sigilo já vinham sendo tratadas após pedido do ministro Cristiano Zanin.
A decisão concentra na Presidência a gestão de processos sensíveis e acende alerta sobre transparência e cronograma judicial. A suspensão posterga apurações e amplia pressão política sobre os ministros envolvidos, ao mesmo tempo em que transforma a sessão de terça em teste institucional sobre como o Supremo lidará com denúncias que envolvem seus próprios integrantes.