O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta quinta-feira (10/9) que o relator da petição, ministro André Mendonça, retire o sigilo sobre o chamado Caso Master e envie todos os procedimentos relacionados aos autos. A decisão consta de despacho assinado por Fachin e refere-se à Petição 16.662, incluída na pauta da sessão extraordinária marcada para 15 de setembro de 2026.

No documento, Fachin solicita que Mendonça encaminhe, em HD próprio, à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556, da qual a Petição 16.662 se originou. O pedido abrange explicitamente o levantamento do sigilo do processo e de eventuais procedimentos vinculados.

Do ponto de vista processual, a medida antecipa aos ministros e à Presidência o conteúdo do caso e retira a barreira do segredo para consulta interna. Isso transforma uma fase que vinha sendo tratada com restrição de acesso em matéria potencialmente pública no ambiente do tribunal, com reflexos imediatos para a tramitação e para a cobertura jornalística.

Politicamente, o despacho de Fachin aumenta o grau de exposição e coloca pressão sobre o relator: ao abrir os autos, surgem cobranças por respostas e maior escrutínio sobre decisões e prazos. Para atores públicos e privados eventualmente envolvidos, o levantamento do sigilo amplia o risco de repercussão e desgaste, dependendo do teor dos procedimentos que serão disponibilizados.

A inclusão da petição na sessão extraordinária de 15 de setembro e o envio prévio dos autos aos gabinetes indicam que o presidente do STF quer que o plenário esteja informado e preparado para o debate. A movimentação altera o ritmo do caso e será observada de perto por setores políticos, jurídicos e pela opinião pública.